Out
02

Ontem, em um dos meus delírios pós-traumáticos (calma, já explico) eu pensei (de novo): e se eu morrer. E uma das primeiras coissas que me veio a cabeça é o quanto eu tenho aprendido e não compartilhado. E se eu morresse (como se vê eu não morri) iria comigo. E a Bíblia fala que aquilo que nós recebemos de graça, devemos dar de graça. Então é meio que um dever compartilhar.

E o que eu vou compartilhar hoje é bem curto, mas tem mudado a forma com que eu vejo as coisas.

Quando alguém fala que trabalha na Obra, geralmente se pensa que trabalha na Igreja, dirige ou é membro de algum ministério.

Trabalhar na obra, diferente disso, é trazer às pessoas o Reino de Deus. é levar amor. Cuidar dos feridos. Amar o próximo. Amar o irmão. Amar a Deus. É  perdoar. Consolar. É continuar a obra que Jesus começou.

Eu admiro ministérios de louvor, de dança, disso e daquilo. Mas não podemos estar tão envolvidos nisso que nos esqueçamos de ir. Que nos esqueçamos dos que estão fora.

E pra ilustrar isso tem aquele versículo (que eu não lembro a referência, mas eu vou procurar e atualizar aqui) que diz mais ou menos o seguinte:

“Porque o Reino de Deus não é comida, nem bebida. Mas paz e alegria no Espírito Santo.”

Não é físico. Não é dança, não é templo, não é música.

É espiritual. É caráter cristão. É ir para fora.

Sobre os meus delírios pós-traumáticos, é maomeno o seguinte: toda vez que eu fico doente, mesmo que seja um resfriadinho, se eu sentir dor, eu penso: “Ah!!! E se eu morrer?”. Coisas de Mariana.

Aliás, Deus tem mudado muito a forma como eu vejo as coisas. Oba!

Set
30

Ontem eu ia chegando em casa, e à medida que me aproximava, um imenso sentimento de segurança tomava conta de mim.

Na verdade, foi meio estranho, eu chegando em casa e sentindo como se tudo ao meu redor me ameaçasse, e que só lá dentro eu estaria segura. E aqueles a quem eu amo também.

E eu pensei: e aqueles que continuam lá fora. Como vão ficar?

(Meio autista né, mas foi mais ou menos isso que eu senti).

Acho que isso é uma metáfora do Reino. Só em Deus nos sentimos seguros. Só na Sua casa estamos protegidos (a Sua casa não se refere de modo algum à qualquer igreja, mas a Sua companhia, à Sua sombra).

Ainda assim, precisamos olhar para fora, e ir para fora. Para trazer conforto, segurança e amor aqueles que clamam.

Afinal, Igreja (com I maiúsculo, por não se referir à uma instituição, mas ao Corpo de Cristo) significa “ir para fora”.

Ago
27

Por um momento eu fiquei indecisa entre postar esse vídeo aqui no Olhando para o alto, ou no Fala Garota. Mas como o tema do vídeo é a tolerância e empatia, achei interessante postar em ambos.

Preconceito, racismo, é burrice. Falomesmo!

Jul
22

Esse post é meio político. Eu vi a repotagem no blog da Iana Coimbra e sinceramente achei impressionante. Como ela mesmo disse no seu post isso não é nem sincretismo ou ecumenismo. É tolerância. É amor ao próximo. É respeito. É compaixão.

A reportagem é enorme, mas vale a pena fazer um esforço e ler.

Inimigos no passado, líderes mulçumano e cristão na Nigéria agora se abraçam

Eles pegaram em armas para matar um ao outro. Hoje, o imã muçulmano Muhammad Ashafa e o pastor cristão James Wuye lutam juntos pela paz

Reportagem de ELIANE BRUM

O pastor James Wuye e o imã Muhammad Ashafa. Líderes religiosos da Nigéria, eles defendem o perdão como instrumento de sobrevivência

Amizade quase impossível - O pastor James Wuye e o imã Muhammad Ashafa. Líderes religiosos da Nigéria, eles defendem o perdão como instrumento de sobrevivência

Quando entrou na sala, o imã Muhammad Ashafa deparou com seu maior inimigo, o pastor pentecostal James Wuye. Sentiu seu sangue borbulhar. Ali estava o homem que havia liderado a milícia cristã que matara seu mentor espiritual, dois primos e vários amigos. Muhammad virou o rosto. Ao ver o imã, um arrepio de ódio trespassou o corpo do pastor. Sua mão esquerda apertou a direita. Ele sentiu a textura fria da prótese. O muçulmano que respirava o mesmo ar que ele na sala repentinamente abafada comandara a milícia islâmica que decepara seu braço com um golpe de machete. Líderes religiosos, eles haviam sido chamados à casa de governo de Kaduna, no centro da Nigéria, para discutir uma campanha de vacinação contra a poliomielite. Entre os dois, pairava o fantasma de milhares de cadáveres. Seu único desejo era matar. Um ao outro.

O que aconteceu nos minutos seguintes vem mudando o mundo – deles e de todos nós. Um jornalista que os conhecia puxou o pastor e tocou o ombro do imã. Apresentou-os. Juntou suas mãos e disse: “O futuro deste país está em suas mãos. Vocês podem construir ou destruir a Nigéria”. Os dois se encararam, sem armas pela primeira vez. “Até então, eu vinha rezando com fervor por uma oportunidade de vingar minha mão”, diz James. “Quando ele pôs a mão sobre a minha, meu coração estava disparado”, afirma Muhammad. “Como vou me relacionar com esse cara? E as minhas feridas? E a minha vingança? Quando o vi, senti todas as feridas que cicatrizavam dentro de mim abrindo novamente. Eu suava. Meu rosto sorria para ele, mas, por dentro, eu fervia.”

O pastor James Wuye e o imã Muhammad Ashafa contaram sua história com exclusividade a ÉPOCA durante sua primeira visita ao Brasil, no final de junho, para trazer sua experiência ao Antídoto – Seminário internacional de ações culturais em zonas de conflito, a convite do Itaú Cultural. Ao ouvi-los, a pergunta que ecoa sem parar é: como foi possível para aqueles dois homens superar tanto ódio, tanta dor, tanto sangue derramado?

James e Muhammad são a síntese do conflito religioso que divide a Nigéria, ocupada ao norte por muçulmanos, ao sul por cristãos. No centro do país, Kaduna, onde ambos vivem, é espremida por forças opostas. As disputas religiosas são a porção mais visível das diferenças acirradas pela colonização britânica. Em 1914, os ingleses juntaram sul e norte, num país inventado em gabinete. No lado de dentro das fronteiras riscadas no papel, uma população dividida em 250 etnias, com costumes e culturas diferentes, fervilhava em ódios mútuos. Com 150 milhões de habitantes separados em trincheiras de rancor, a Nigéria está sempre a um segundo de explodir.

Para o pastor e o imã, o ponto de virada começou em maio de 1995, naquele aperto de mãos na sede da administração de Kaduna. Mas somente um ano depois voltaram a se encontrar em público para o primeiro de muitos diálogos inter-religiosos. Durante o ano que passou, Muhammad deu o primeiro passo, ao procurar James na igreja. Ao vê-lo em território inimigo, o cristão concluiu que o muçulmano pretendia obter informações estratégicas para usar no próximo conflito. Vinha não para se aproximar, mas para espionar. Estava certo, como confessou Muhammad depois. Mas, aos poucos, algo começou a acontecer com eles. Dentro deles. Descobriram-se mais semelhantes que diferentes.

O muçulmano e o cristão perceberam que sua infância fora parecida, que vinham do mesmo gueto, tinham os mesmos medos e as mesmas aspirações, ambos olhavam para mulheres bonitas e gostavam de futebol. “Quando conversamos, descobrimos que ambos tivemos uma juventude bastante aventureira. Eu perguntava: ‘Você também fez isso? Oh, boy!’”, diz o pastor James. Trocam olhares cúmplices. Mas nenhum dos dois conta o que ambos tinham feito na tal “juventude aventureira”.

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Jul
19

Quando eu estou fraca, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando o meu coração dói, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando eu me sinto perdida, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando eu não vejo nada à frente, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando as minhas necessidades gritam dentro de mim, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando não há nada ao meu redor pra me fazer companhia, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando o choro não sai, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando eu preciso de abrigo, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando eu preciso de paz, Tu és a rocha mais alta que eu. Quando eu sinto os meus sonhos escorrendo por entre as minhas mãos, Tu és a rocha mais alta que eu. Sempre, em todo momento, Tu és a rocha mais alta que eu.

“Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração Leva-me para a rocha que é alta demais para mim; pois tu me tens sido refúcgio e torre forte contra o inimigo.”

Salmos 61.2-3

Jul
07

Fiquei pensando: é tão fácil ser legalista. Mas tão, tão fácil. E fiquei lembrando de mim há mais de um ano atrás.

Eu realmente achava que ser crente era ser perfeito. Sem traumas, sem falhas de cárater. Sem nada. Limpo como uma tábula rasa.

E eu me torturava cada vez que descobria que não me enquadrava nesse padrão. E torturava os outros, mentalmente, quando eles não se enquadravam. Porque, nós tínhamos que ser perfeitos.

E, claro, isso trouxe um fardo muito grande para a minha vida, e provavelmente para a vida de quem me rodeia.

Eu não estou dizendo que não temos que ter caráter, nem “limpeza” (hauhsu), mas aprender a reconhecer quem somos, e aceitarmos o tratamento de Deus na nossa vida. Que eu garanto não dói nada perto da tortura psicológica que é ser legalista; porque veja bem: Deus nos ama, conhece nossas fraquezas e nossas limitações. E ele nos aperfeiçoa.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para vossa alma. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

Mateus 11.28-30

Mai
20

Gente, achei esse depoimento comovente… E não só comovente, pode-se dizer até desafiador! Vinte minutos de vídeo. É, eu sei, mas vale a pena. Pode acreditar!

Abr
11
Ora as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longaminidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
Gálatas 5.19-23
Abr
01

Em uma igreja guiada por performance, pessoas pretendem estar bem porque sua posição na igreja depende disso. Porém isso é o oposto da graça. A Graça reconhece que todos somos pecadores, todos somos falhos, todos com dificuldades. A Graça também afirma que em Cristo todos pertencemos a familia, todos passamos o teste, todos são bem vindos.

Como é uma Comunidade de Graça?
Imagine como seria uma igreja assim. Por exemplo, imagine o Andrew: ele algumas vezes vê pornografia na internet porque ele tem dificuldade em encontrar refugio em Deus. Imagine a Pauline: Ela tem crise de panico porque ela tem dificuldade em crer no cuidado do seu Pai Eterno. Imagine o Abdul: ele algumas vezes perde a cabeça porque ele tem dificuldade em crer que Deus está no controle. Imagine a Georgina: ela algumas vezes tem crises de depressão porque ela tem dificuldade em crer na graça de Deus.
Quando eles se juntam, eles aceitam uns aos outros e celebram a graça de Deus para com eles e uns com os outros. Eles celebram o fato de serem Filhos de Deus por causa do sacrifício de Cristo. E eles lembram-se uns aos outros das verdades que eles precisam continuar e mudar. É uma comunidade de Graça, uma comunidade de esperança, uma comunidade de mudança.


Gostou? Leia inteiro aqui.


Até eu já cansei de posts de outras pessoas aqui. E até já tenho o próximo post em mente. Mas esse texto me tocou profundamente. O texto não é propaganda denominacional gente: Comunidade da Graça está escrito para fazer contraposição à Comunidade da Performance.
E prometo, vou postar logo, logo ;)
Mar
19

“Sexta passada eu conversei com um amigo meu.
Fazia muito tempo que eu estava querendo falar com ele.

Foi ele quem, quando adolescente, me levou para um acampamento onde conheci a Cristo, e por isso eu sou muito grato a ele.
Porém quando viramos “jovens”, na época da faculdade, ele se afastou da igreja.
E eu assumi a liderança dos adolescentes.

Quando ele se afastou eu achei uma pena.
Tentei agir “normal” com ele. Mas parecia que tinha um elefante no meio da sala.
Eu achei ruim que ele se afastou.
E fiquei feliz por eu ter “ficado firme”.

Por ele não estar vindo nos cultos eu achava que ele estava distante de Deus.
E por eu estar em TODOS os cultos, eu achava que eu estava perto de Deus.
Na verdade eu nunca respeitei nenhum cristão que faltasse 1 culto que fosse.

Em nenhum momento eu o procurei para conversar.
Eu o julguei. Eu o considerei um desviado (palavra que hoje eu abomino).

E na sexta, quando eu falei com ele sobre Deus, depois de aproximadamente 7 anos, eu descobri que naquela época ele só queria conversar. Conversar sobre coisas que amigos conversam. E ele me disse que sentiu falta da nossa amizade.

Eu chorei.
Chorei porque fui um péssimo discipulo de Cristo.
Porque não o amei incondicionalmente.

Então eu pedi perdão.
E ele me perdoou.”




Texto do Leo Tody, publicado em Eu era legalista e não sabia


“Eu era legalista e não sabia” é um desafio.

Se você, em algum momento de sua caminhada Cristã:

  • Deixou de demonstrar amor a alguém por causa do pecado dessa pessoa.
  • Achou que era melhor que outra pessoa por que você “pecava menos”.
  • Achou que o Cristianismo tinha mais a ver com seguir regras/Lei do que amar pecadores.
  • Deixou de se relacionar com pessoas que não eram da mesma religião que a sua.

Então você era um legalista.

O nosso desafio para você é:
“Restaurar relacionamentos quebrados em nome da Lei e amar como Cristo o amou.”

Como?!
Pedindo perdão para as pessoas que você já machucou/ignorou por ter sido legalista.
Pode ser um e-mail, uma carta, um scrap, um post, um comment, um telefonema… você escolhe.